Seca, aquecimento global e desmatamento: por que a conta de luz disparou

Os sucessivos aumentos da conta de luz pesam no bolso dos brasileiros e estão pressionando a inflação e o custo de vida de modo geral.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou na terça-feira (31) a criação de uma nova bandeira para a conta de luz, chamada de bandeira de escassez hídrica. A taxa tem o valor de R$ 14,20 por 100 kWh, e será aplicada à conta de luz a partir desta quarta-feira (1º), e ficará em vigor até 30 de abril de 2022.

O novo valor representa um aumento de 49,6% (ou R$ 4,71) em relação à atual bandeira vermelha patamar 2 que estava sendo aplicada à conta de luz. No final de junho, o valor da bandeira vermelha patamar 2 já havia subido 52%.

O motivo da alta da energia elétrica é a maior crise hídrica que o país enfrenta desde 1930. Com a diminuição das chuvas, o nível dos reservatórios das hidrelétricas que produzem a energia que abastece o país está baixo.

Assim, é necessário acionar as usinas termelétricas para garantir o fornecimento e evitar o risco de racionamento ou até de apagão. Mas o custo de produção de energia em uma termelétrica é mais caro.

Bandeiras tarifárias
Toda vez que as termelétricas precisam ser ligadas, as bandeiras tarifárias entram na conta de luz. O sistema de bandeiras foi criado em 2015 com objetivo de custear a despesa incluindo taxas extras na conta dos consumidores. A taxa vai depender de como está a situação da produção de energia no momento. Antes disso, esse custo só era aplicado no reajuste da tarifa, que ocorre uma vez no ano.

A cor da bandeira é que vai determinar se o consumidor pagará mais ou menos pela energia, dependendo da condição de produção.

A taxa é calculada por 100 kWh consumidos, nessa ordem:

Bandeira de escassez hídrica – R$ 14,20
Bandeira vermelha patamar 2 – R$ 9,49
Bandeira vermelha patamar 1 – R$ 4,169
Bandeira amarela – R$ 1,343
Bandeira verde – sem cobrança extra

Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a elevação das taxas também é um alerta para que os consumidores evitem desperdício e economizem energia, mas não há uma estimativa dessa redução. Desde que foram instituídas as bandeiras, os consumidores já pagaram mais de R$ 38,5 bilhões em taxas.

Crise hídrica, aquecimento globa, e desmatamento
Em sua pior crise hídrica, os reservatórios das hidrelétricas do Centro-Oeste e Sudeste atingiram o menor patamar para agosto dos últimos 20 anos, com apenas 21,57% da capacidade, segundo o Operador Nacional do Sistema. As duas regiões concentram 70% da capacidade de armazenamento do sistema.

Segundo especialistas, há três principais causas para a diminuição das chuvas: aquecimento global, desmatamento da Amazônia e o fenômeno natural La Niña.

A Amazônia é importante para regular o fluxo de chuvas no país. O desmatamento atingiu o segundo pior índice entre agosto de 2020 e julho de 2021 desde o início da série histórica, em 2015, e só perde para o ano passado. Já o La Niña costuma provocar seca no Centro-Sul, onde estão os principais reservatórios para geração de energia. As mudanças climáticas pioram ainda mais esse cenário.

A seca começou a afetar a produção de energia desde maio, quando a bandeira passou de amarela para vermelha e desde então não teve recuo. Em maio foi aplicado patamar 1, a R$ 4,16/100 kWh. Nos três meses seguintes, subimos para o patamar 2, a R$ 6,24, em junho; R$ 9,49, em julho e repetiu-se o mesmo valor em agosto.

E a situação só piorou em setembro, com a criação da bandeira de crise hídrica. A nova taxa entra em vigor hoje e vai até abril do ano que vem, exceto para consumidores de baixa renda ou moradores de Roraima. A mudança vai representar um aumento real de 7% na conta de luz dos brasileiros.

Com isso o governo espera arrecadar R$ 13 bilhões, para cobrir os custos com o uso das termelétricas nacionais e da importação de energia da Argentina e Uruguai.

Impactos na vida do consumidor
Segundo estimativas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), ­­­­­­­­nos últimos 12 meses, o reajuste acumulado da conta de luz, foi cerca de 20%, mais que o dobro da inflação do período, calculada em 7%.

O aumento do custo da energia elétrica provoca uma reação em cadeia, que mexe com toda a economia. Ela é formadora de preços, assim como os combustíveis, colaborando para a composição final do preço de produtos e serviços.

“Ninguém vai deixar de produzir, prestar serviço e deixar de considerar nos seus custos, na sua cobrança, a alta da energia elétrica. Então nós vamos pagar mais de uma vez. Primeiro quando chegar a minha fatura de energia, quando eu consumir, quando eu comprar, porque tudo isso vai ser repassado aos preços”, explica Everson Costa, técnico do Dieese no Pará.

O pesquisador ressalta que esse aumento também vai refletir no custo de vida da população, pois essa conta está inserida na lista das essenciais, tão difíceis de quitar em tempos de pandemia, com a alta do desemprego e queda da renda dos brasileiros.

“A taxa de endividamento dos brasileiros é acima de setenta por cento e as pessoas estão deixando de pagar inclusive contas essenciais, como a da energia elétrica. E vão continuar nesse caminho. Além de não ter emprego suficiente, a renda está baixa, os preços da economia subiram muito. A tendência é esse endividamento continuar”, estima.

O técnico do Dieese questiona a falta de opções do governo para fugir da possibilidade de racionamento e apagão, já que as termelétricas têm um elevado custo de produção. “A gente não vê um plano B do governo. Só tem as termelétricas, mas elas são movidas a combustível, no caso o diesel, que só este ano subiu 41%”.

Fonte: UOL Economia

Reajuste de 52% na tarifa mais alta da conta de luz não deve ser o único

Metodologia que estabelece os parâmetros da formação da tarifa das bandeiras foi ultrapassada pela crise atual

Como previsto pelo podcast Abertura de Mercado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aumentou o valor da tarifa da bandeira vermelha 2 nesta terça-feira (29), com um reajuste de 52%, para R$ 9,49 pelo consumo de 100 kWh. O preço até então era de R$ 6,243.

Isso aconteceu porque a metodologia que estabelece os parâmetros da formação da tarifa das bandeiras foi ultrapassada pela crise atual. Os custos subiram muito rápido, com muita intensidade e sob o risco de durar mais tempo num patamar elevado. Um cenário de risco que não estava contemplado pela agência reguladora.

É como se a agência precisasse de mais um nível para a bandeira vermelha, ou de uma nova cor – o que compromete a simbologia que verde, amarelo e vermelho já tem entre nós.

Isso ficou tão evidente que os diretores resolveram abrir uma nova rodada de consulta pública para fazer um puxadinho na metodologia que acolha surpresas fora do horizonte.

Isso significa, infelizmente, que assim que resolverem essa fórmula, a tarifa da bandeira vermelha 2 vai subir de novo, podendo chegar a R$ 12.

Junto com essa crise, e com as constantes notícias da CPI da pandemia, outros assuntos complexos não param de pipocar. Tivemos novos aumentos no IGP-M em maio, que já teve acumula aumento de mais de 15% no ano e de 35,75% nos últimos 12 meses.

Ainda teremos a divulgação da taxa de desemprego de abril, nesta quarta, e do Caged, com a geração de vagas formas de maio, na quinta-feira. Enquanto isso, mais e mais divergências rodeiam o fatiamento da reforma tributária.

Neste episódio do Abertura de Mercado, a comentarista de economia da CNN Thaís Herédia ouve especialistas sobre esse e outros temas que mexem com a economia e influenciam o mercado.

Fonte: cnnbrasil.com.br

Aneel aprova reajuste de 52% na taxa extra da conta de luz

A bandeira vermelha dois, a mais cara e a que está em vigor hoje por causa da crise hídrica, vai subir em julho de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 quilowatts consumidos por hora. O novo valor vai aumentar as contas de luz em quase 5%.

A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou nesta terça-feira (29) reajuste nos valores das bandeiras tarifárias.

A partir de julho, a conta de luz em todo o país vai vir mais cara.

Em reunião nesta terça-feira (29), a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou novos valores para as bandeiras tarifárias, que são uma taxa a mais cobrada de todos os consumidores quando o custo para gerar energia sobe.

A bandeira verde não gera cobrança extra. As taxas vão aumentando com as bandeiras amarela e vermelha, que é dividida em patamar um e dois. A bandeira vermelha dois, a mais cara e a que está em vigor hoje, vai subir de R$ 6,24 para R$ 9,49 para cada 100 quilowatts consumidos por hora, um aumento de 52%.

O reajuste contrariou a área técnica da agência, que havia recomendado uma alta ainda maior na bandeira vermelha dois, para R$ 11,50. Na reunião, os diretores da Aneel decidiram abrir uma consulta pública no próximo mês para discutir mudanças na metodologia de cálculo das bandeiras tarifárias e, possivelmente, reajustar os valores.

Segundo a Aneel, a nova bandeira vermelha dois vai aumentar as contas de luz em quase 5% em média e a tendência é que a cobrança dessa bandeira seja mantida até novembro.

O cenário dos recursos hídricos é desafiador: a seca que atinge os reservatórios das hidrelétricas é a maior dos últimos 91 anos. Com isso, é preciso aumentar a geração de energia das termelétricas, que usam a queima de combustíveis, e têm um custo maior.

“Estamos num momento de escassez, ou seja, eu não tenho água e em função disso a geração de energia elétrica está cara pelo fato de estarmos usando o combustível das térmicas. A gente pode fazer uma analogia, que o que nós estamos vivendo é muito parecido com o que pode acontecer com qualquer produto que depende do clima”, diz o diretor-geral da Aneel, André Pepitone.

Diante deste cenário, há a possibilidade de novos reajustes na conta de luz ainda neste ano.

O coordenador do grupo de estudos do setor elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nivalde de Castro, afirma que o governo pode adotar mais medidas para reduzir eventuais riscos de racionamento.

“Deslocar a demanda, ou seja, via tarifa mais cara para o consumidor consumir menos. Pedir, fazer um acordo com as indústrias que consomem muita energia para deixar de consumir no período do pico, que é o anoitecer, quando a demanda de energia cresce tanto que você precisa de muito mais energia. E pelo lado da oferta, é tudo o que for possível produzir energia, produzir porque nós estamos com menos água ”, explica.

Aumentos na conta de luz impactam na inflação e, indiretamente, nas contas do governo federal. Isso porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, que é um dos índices de inflação do país, é utilizado para reajustar diversos tipos de gastos da União, como aposentadorias.

Segundo o Ministério da Economia, um aumento de 5% na conta de luz tem como consequência uma redução de R$ 2,3 bilhões no valor total que a União tem para gastar no ano.

Fonte: g1.globo.com

Conta de luz deve subir 15% a partir de julho com reajuste da bandeira vermelha

Preço da energia residencial quase dobrou em 10 anos. País tem batido recorde de geração termelétrica, mais cara, desde maio

Diante da crise hídrica, o valor cobrado na bandeira vermelha 2, o patamar mais alto do sistema de tarifa extra de energia, deve subir mais de 60%, de acordo com fontes a par do assunto. Com isso, a conta de luz pode ficar pelo menos 15% mais cara a partir de julho.

A estimativa é do economista André Braz, coordenador de índices de preços da Fundação Getulio Vargas (FGV), que avalia ainda que esse custo maior da energia elétrica pode provocar um aumento de 0,60 ponto percentual na inflação mensal.

Conforme O GLOBO antecipou, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai aumentar os valores das bandeiras tarifárias, a taxa extra que é acionada quando o custo da geração de energia sobe, o que está acontecendo neste ano por causa da crise nos reservatórios das hidrelétricas.

Os custos estão sendo calculados, e os novos valores devem ser anunciados ainda neste mês, para serem adotados a partir de julho.

Taxa extra até novembro
Hoje, são cobrados R$ 1,34 a cada cem quilowatts-hora (kWh) consumidos na bandeira amarela; R$ 4,16 na bandeira vermelha 1 e R$ 6,24 na vermelha 2.

Na bandeira verde não há cobrança adicional. Pelos cálculos conduzidos pela Aneel, o novo valor da bandeira vermelha 2 deve ser de cerca de R$ 10.

Analistas do setor estimam, porém, ser necessário algo próximo a R$ 12 na bandeira vermelha 2 para que ela consiga dar conta de cobrir os custos extras decorrentes da geração de energia por termelétricas. Essa bandeira deve vigorar pelo menos até novembro, quando tem início o período úmido.

— Vai ser um impacto enorme na conta das pessoas. Talvez valesse mais a pena fazer um racionamento, ainda que moderado, ou uma política de incentivo, dizendo que, se a pessoa economizar, por exemplo, 20% da conta, ela ganha desconto de 5%. Isso seria melhor porque estimularia a economia e daria um pequeno prêmio para quem fez esse esforço — avalia Braz

Mesmo durante o período úmido, o governo deve manter as térmicas ligadas, o que não é o padrão. Geralmente, recorre-se às térmicas quando chove menos ou no auge do período seco.

O objetivo agora é guardar água nos reservatórios das hidrelétricas e, quando chover, fazer com que as barragens se encham, numa tentativa de evitar um racionamento em 2022, ano de eleições. O governo rechaça a possibilidade de racionamento de energia neste ano.

Recorde em junho
O Brasil tem batido recordes de geração de energia por termelétricas desde maio, com o agravamento da crise. Os dez dias com maior geração de energia por termelétricas na História do Brasil foram registrados em junho deste ano, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O país tem gerado cerca de 17 mil megawatts médios de energia por termelétricas diariamente neste mês, o que equivale a cerca de 25% da geração total de energia elétrica do país. Isso inclui térmicas a óleo e carvão, as mais caras e poluentes.

A geração por hidrelétricas está girando em torno de 60% do total. O país ainda gera energia por meio de usinas eólicas, solares e nucleares.

Aumento acima da inflação

A conta de luz tem representado um peso maior no orçamento das famílias brasileiras, sobretudo nos últimos dez anos. Dados do IBGE revelam que o custo da energia elétrica residencial subiu 96% entre 2011 e 2020, bem acima da inflação de 74% no mesmo período.

André Braz explica que, por trás dessa disparidade, há um “efeito cambial” associado à estrutura de custos da energia.

Enquanto a inflação das famílias registra a evolução dos preços de produtos e serviços consumidos, como vestuário e alimentação, o setor elétrico segue a dinâmica das matérias-primas, sendo boa parte delas dolarizada, cujos aumentos são repassados ao consumidor.

— O setor elétrico olha o custo de geração da energia, associado à evolução dos combustíveis fósseis, além do peso de insumos como minério de ferro e cobre — diz Braz.

E a tendência é que essa trajetória de energia mais cara, acima da inflação, continue. Com o agravamento da crise hídrica, analistas estimam que o custo da energia mantenha o IPCA mais pressionado até o fim do ano.

— Dadas as previsões de pouca chuva mesmo no período do verão, por causa do La Niña (fenômeno climático), há chance de a bandeira (vermelha 2) durar o ano inteiro. Devemos ter impactos mais permanentes dessa bandeira na inflação de 2021 — sinaliza Braz, que prevê alta de 6,4% para o IPCA no ano, mais de um ponto percentual acima do teto da meta para o ano, de 5,25%.

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, lembra que a energia elétrica subiu nos últimos anos por diversos motivos, entre eles projetos como a medida provisória (MP) 579, convertida na Lei 12.783, durante o governo Dilma, em 2013.

A lei permitiu que empresas de energia antecipassem a renovação das concessões e, em troca, reduzissem a tarifa. A partir de 2014, porém, a seca esvaziou os reservatórios das hidrelétricas e forçou o acionamento das usinas térmicas.

— Tudo isso gerou desequilíbrios no setor, fazendo com que o preço da energia subisse — destaca.

Já este ano, em meio à seca histórica, Sanchez prevê que dezembro termine com bandeira vermelha patamar 1 — algo atípico, uma vez que o mês costuma ter bandeira amarela ou verde.

Ele avalia, contudo, que a crise hídrica deverá influenciar os aumentos das tarifas de energia somente no ano que vem, pois grande parte das companhias já fez seus reajustes em 2021.

— O potencial de dano para este ano é a bandeira tarifária — avalia Sanchez, que prevê que o IPCA de 2021 fique em 5,3%.

Fonte: OGlobo.com

FUJA DO AUMENTO: Tarifa da bandeira vermelha 2 vai subir mais de 20%, diz diretor-geral da Aneel

Segundo Pepitone, reajuste da bandeira vermelha 2 deve ser maior do que previsto na consulta pública; conta também deve subir para cobrir custo com termelétrica

A conta de luz vai ficar ainda mais cara. Por causa da crise hídrica, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai reajustar o preço da tarifa da bandeira vermelha 2, que está em vigor no país e é a mais cara. Atualmente, o custo é de R$ 6,243 pelo consumo de 100 kw/hora.

O reajuste ainda não está definido. No entanto, André Pepitone, diretor-geral da Aneel, adiantou nesta terça-feira (15) que o valor deve ser maior do que o previsto na consulta pública apresentada em março. Na ocasião, a proposta era elevar a cobrança de 100 kWh na bandeira vermelha 2 para R$ 7,571. Ou seja, se fosse mantido esse valor, o aumento seria de 20%. A informação foi antecipada pelo jornal O Globo.

“Certamente, a gente já pode adiantar aqui nessa comissão que não tem o valor final, mas digo às vossas excelências que será um valor bem maior do que os R$ 6,24. Tivemos uma audiência pública que durou 30 dias e apresentou o valor de R$ 7 e alguns centavos, mas com certeza esse valor [final] ainda deve superar um pouco os R$ 7 [e alguns centavos], [daí os] mais de 20% [de alta]”, afirmou.

A explicação para a alta do preço da bandeira 2 é o aumento do custo de geração de energia no país, por causa da crise hídrica. “Pelo fato de não termos água para utilizar nas nossas hidrelétricas, essa energia será gerada nas térmicas. Logo aquele custo ele vai ser apresentado [repassado] por meio do mecanismo das bandeiras”, acrescentou.

Custo das termelétricas
Por causa do maior acionamento das usinas termelétricas (que geram mais custos do que as hidrelétricas), Pepitone estima uma alta de pelo menos 5% nas contas de luz em 2022. O Brasil enfrenta a pior estiagem dos últimos 91 anos, segundo o governo.

“O número que o Ministério de Minas e Energia tem usado publicamente é que vamos ter um custo adicional de R$ 9 bilhões [de janeiro a novembro de 2021], até abril já se gastou R$ 4 bilhões adicionalmente. Isso vai ter impacto adicional na tarifa de 5% [em 2022]”, explicou Pepitone.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Energia solar é solução para fugir dos aumentos da conta de luz

Devido à redução do nível dos reservatórios hídricos, Aneel acionou bandeira vermelha patamar 1, medida que deve se manter em julho, agosto, setembro e outubro

A conta de luz continua pesando no bolso do consumidor e ao que tudo indica não haverá trégua. No mês de maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que cobra o valor de R$ 4,169 a cada 100 kWh consumidos. Segundo especialistas, a medida deve se manter em julho, agosto, setembro e outubro. Nos demais meses do ano, a previsão é de vigência da bandeira amarela, que cobra R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos.

Sem perspectivas de barateamento da energia elétrica e já sem fôlego para arcar com esse custo alto, os consumidores estão buscando a energia solar como fonte para diminuir os impactos no bolso. Interesse que já vem crescendo nos últimos anos. Incremento nos negócios que a New Life Solar Energy, empresa de São Leopoldo e referência em soluções completas de energia solar no Rio Grande do Sul, vem registrando nas solicitações para implantação do sistema fotovoltaico em residências e empresas de todos os segmentos.

EXPANSÃO – E, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a indústria fotovoltaica registrou crescimento de 70% na instalação de painéis solares no ano passado, em comparação com 2019, segundo informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). A expansão corresponde a uma potência de 7,5 GW, o equivalente a quase metade da capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu.

Conforme divulgação da Aneel, o balanço hidrológico 2020-2021 apresentou o pior resultado histórico do Sistema Interligado Nacional (SIN), medido desde 1931. Com o início do período seco e a redução do nível dos reservatórios, a situação tornou-se ainda mais desfavorável para a produção de energia pelas hidrelétricas, fazendo-se necessário o acionamento do parque termelétrico, o que elevou os custos.

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Conta de luz terá cobrança extra a partir desta terça-feira, decide Aneel

Em maio, agência anunciou que não haveria cobrança extra em 2020 em razão da pandemia, mas decisão foi revogada. Serão cobrados R$ 6,24 a mais a cada 100 kWh consumidos.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta segunda-feira (30) que haverá cobrança extra na conta de luz dos consumidores a partir desta terça (1º).

Em reunião extraordinária, a Aneel decidiu que será cobrada a bandeira vermelha patamar 2, cujo valor é o maior no sistema de bandeiras da agência (veja na imagem mais abaixo).

Com isso, a cobrança extra será de R$ 6,24 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em 26 maio, a Aneel havia anunciado que não haveria cobrança extra na conta de luz até 31 de dezembro deste ano, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Na reunião desta segunda-feira, contudo, a agência decidiu revogar a decisão e aplicar a bandeira vermelha patamar 2.

Motivo da cobrança extra
Segundo o relator da proposta, Efrain Pereira da Cruz, o despacho de maio foi revogado porque o Brasil voltou aos patamares de consumo anteriores ao início da pandemia.

No entanto, conforme a Aneel, a oferta de energia está comprometida em razão dos baixos níveis dos reservatórios. Desta forma, o mecanismo da bandeira voltou a ser necessário no entendimento do órgão.

“Essa condição de oferta adversa, somada à tendência de recuperação de carga da energia aos patamares pré-crise, são indícios concretos de que o mecanismo das bandeiras já merece ser restabelecido e a curto prazo”, afirmou o relator.

Acionamento de térmicas
Em outubro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o acionamento de termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. A medida costuma ser adotada quando o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas está abaixo do recomendado.

Só que a energia gerada por térmicas sai mais cara para o consumidor. O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, defende que a alternativa seja economizar:

“É importante dar um sinal ao consumidor de que a geração no país está cara pelo fato de estar sendo atendida por termelétricas, então é importante para o consumidor evitar desperdício de água e de energia”, disse Pepitone.